Organizando sua viagem | Dicas básicas para montar roteiros

Atualização: 07 Out 2016

Por Rachel Duarte

Estou fazendo o roteiro da minha próxima aventura e pensei cá com meus botões "como será que o povo faz os roteiros das próprias viagens?". 

Eu prefiro ser roteirista dos meus caminhos a ter um já pronto. Dá um certo trabalho para fazer, afinal temos que pesquisar sobre o lugar que vamos, buscar hospedagens, saber quais são os pontos turísticos e também os inusitados, descobrir os meios de transporte disponíveis e quais são os melhores meios para se locomover, ver qual é a moeda local e a melhor forma de adquiri-lá, qual o melhor jeito de comunicação com quem está viajando com você e com os que por aqui irão ficar... Enfim, são vários detalhes que no final fazem uma grande diferença para a viagem acontecer da melhor maneira possível sem imprevistos desagradáveis. 

Pensando nisso, resolvi dividir com vocês dicas básicas de como eu faço os meus roteiros. Vamos lá!

O lugar

É crucial pesquisar sobre onde se está indo antes de se chegar ao próprio. Não estou dizendo pra fazer uma super mega pesquisa histórica quase escolar, mas pelo menos saber algumas coisas básica do tipo: qual é a capital, a língua falada, qual é o tipo de comida, a moeda, alguns costumes - dependendo do local isso é o fator mais importante.

Importante também é verificar as notícias, ver alguns jornais internacionais, só pra se certificar que o local está tranquilo para viajar. Afinal ninguém quer chegar em um lugar e se deparar com o caos, né não?

Seria melhor se essa pesquisa fosse feita antes de comprar as passagens, o que na maioria das vezes não acontece. Mas dependendo do destino isso é bem primordial.

Hospedagem

O local

Depois de já ter comprado a passagem (seja aérea, de trem, de ônibus, de jegue...) o próximo passo é ver onde se hospedar. Eu sempre faço uma pesquisa no Google pra saber quais as áreas e bairros são os melhores para ficar, também dou uma olhada em blogs e fóruns de viagem para saber as experiências de quem já esteve no local.

A cama

Descoberta qual região é a mais adequada, é hora de escolher qual será a hospedagem - se será hotel, apartamento, albergue, pensão, camping. Isso vai de cada um, seja por escolha, por condição financeira, por estilo de vida, o que for melhor pra cada um. Eu, Kell, gosto de ficar em hotéis e apartamentos, então a minha busca fica entre os sites que oferecem esse tipo de hospedagem. Blogs, pesquisa no Google, ver as avaliações e comentários dos hóspedes nos sites de busca de hospedagem, como o Booking, são itens bem importantes nessa escolha.

Lugares para ir

Com a passagem comprada e já sabendo onde vou dormir, agora é hora de ver onde vou passear. Sempre é bom pesquisar no Google os pontos turísticos do local e confirmar isso nos blogs de viagem, que volta e meia também dão dicas de lugares inusitados e nem tão turísticos que são excelentes de conhecer. Isso também vale para restaurantes, bares e vida noturna. 

Agora é só marcar no mapa. Eu costumo fazer um mapa de cada lugar que vou pelo Google Maps (clica em meus lugares - criar mapa - só colocar os pontos que quer ir) que assim dá pra ver que lugar é perto de qual pra poder fazer um roteiro do que fazer em cada dia. 

Transporte

É sempre bom saber como ir do aeroporto (ou ferroviária, rodoviária, porto etc) ao lugar onde vai se hospedar e vice-versa, acho que esse é a primeira parte do transporte a se ver. Pode ser transporte público, táxi, transfers, vai depender muito do lugar. Depois eu vejo como circular entre os pontos, se dá para ir a pé, de transporte público ou de táxi. É ótimo ler as opiniões das pessoas que já foram no destino escolhido, pois nem sempre o transporte público é seguro ou às vezes não é o melhor meio para se locomover, ou o táxi é super caro e existem alternativas melhores ou tem um trem com várias paradas e outro que vai direto, ou é super interessante andar de bicicleta. Enfim, é pesquisar o meio de transporte de cada lugar e escolher o melhor pra você. 

Dinheiro

Para não ter problemas e aborrecimentos com dinheiro, uma das providencias a serem feitas é ligar para a central de atendimento do cartão de crédito e habilitá-lo para uso no exterior (para isso o cartão tem que ser internacional, obviamente). É só informar o país e as datas da viagem que automaticamente o cartão já estará disponível para uso lá fora.

Além do cartão, é interessante ter um pouco do dinheiro local para as despesas iniciais. Sabemos que não são todas as moedas que encontramos nas casas de câmbio aqui no Brasil e caso isso aconteça, é melhor levar dólar – que é aceito em todos os lugares do mundo.

Existem outras opções, como traveler’s check e os cartões de recarga. Aí vai da escolha de cada um ver qual é a melhor opção. 

Comunicação

Hoje em dia ficar sem comunicação é quase impossível e existem algumas opções pra falar com todo mundo quando se está viajando. Esse é um item que pode ser visto depois, mas eu prefiro já sair de casa sabendo como será minha verbalização durante uma viagem!

Quando a viagem é mais curtinha, eu costumo comprar um chip de celular local (o conhecido sim card) e priorizar os dados para uso de internet, que assim dá pra acessar o google maps pelas ruas, falar com os amigos pelo whatsapp, skype, facebook, procurar alguma informação, postar fotos, entre outras coisas. Eu acho uma mão na roda! Para funcionar basta ter o celular desbloqueado.

Há também os chips que você já sai do Brasil com um número e quem ficar aqui pode ligar para você sem nenhum custo adicional. O serviço também oferece trocas de SMS ilimitados, ligações para o Brasil sem custos extras e internet de alta velocidade. Eu já usei o chip da Travel Mobile durante uma viagem de 22 dias em Nova York e simplesmente amei, funcionou super direitinho. Liguei para casa, postei bastante no instagram, usei facebook, fiz ligações para dentro dos Estados Unidos, ouvi música. Gastei dados de internet para dedéu, usei e abusei do chip e ele funcionou todos os dias, não me deixando na mão em nenhum momento. 

Nos Estados Unidos há a opção dos celulares "descartáveis". São aparelhos comprados em supermercados, como Walmart, que já vem com 300 minutos de créditos, que podem ser ativados pelo próprio aparelho ou pela internet, com duração de 60 dias. 

E o sempre bem vindo wifi grátis, afinal Starbucks não serve apenas café! Lembro de uma viagem que fiz com uns amigos pela Europa e, ao sentarmos nos restaurantes, todos pegavam os celulares e pediam a senha do wifi para o garçom, assim quase ao mesmo tempo num certo desespero. Quem nunca? Nós amamos wifi, ainda mais de graça!!

Compartilha, deixa a notícia viajar por aí, vai!



Dá uma olhadinha aqui ó:

arrumar-a-mala-dicas-viagem_

Preparando a viagem - as malas

Lacre SealBag

O que eu aprendi com o meu primeiro mochilão