Havana - cultura, Caribe e Revolução

Por Lua Brunini


Eu não sei o que tanto me encantou em Cuba, talvez a carga histórica que o país carrega, talvez pelo povo mais receptivo que já encontrei, talvez pelo mar do caribe, talvez pela música boa ao vivo em cada esquina, só sei que sai da ilha com muitas perguntas e uma única certeza: um dia eu volto pra cá.

Eu sempre quis conhecer Cuba, me fascinava ver de perto um país socialista, sempre tive essa curiosidade desde as aulas na escola, mas o que vi e vivi em Cuba era uma lição de história, sociologia e economia 24h todos os dias que lá estive.

Confesso que tinha uma visão meio romantica sobre a revolução, li vários livros sobre Cuba antes de embarcar, admirava o Che Guevara e achava que o país era exemplo de sobrevivência independente depois te todo o bloqueio ecônomico que sofreu, não estava totalmente errada, mas tive diversas surpresas.


Eu não sei bem o que eu esperava, mas quando cheguei em Havana meu primeiro pensamento foi: essa cidade parece uma cenário de pós guerra, essa cidade esta congelada no tempo.

Apesar das ruinas, das casas caindo aos pedaços e do esgoto e lixo ao céu aberto Havana me encantou, as feirinhas de antiguidade e artesanato, os vendedores de livros usados pelas praças, o sorriso do povo, os carros antigos e coloridos....


Tudo lá é diferente.

Peguei bicitaxi e bebi cerveja conversando com o motorista, me hospedei na casa de cubanos nas cidades que visitei, levei presentes para dar para as pessoas que passaram pelo caminho, recebi em troca palavras de carinho e lágrimas de emoção. Perguntei para todos o que achavam da revolução e se gostavam de viver na Ilha, entrei em museus, li e chorei, mergulhei no mar mais azul, fui passada pra trás com golpe de engana turista, vi uma apresentação linda com tiros de canhões, fiz amigos, fui numa festa dentro de uma caverna, peguei carona num carro comunitário, comi bem, ouvi música boa, fumei charuto e odiei, viajei de ônibus em estradas com vistas lindas que me faziam refletir, entrei dentro do mausoleo do Che, me perdi no museu na revolução, fiz amizade com um cantor pop cubano, vi o comércio sem variedade e evitei comprar, bebi as cervejas e o rum. Dancei salsa, passei uma tarde sentada no asfalto no meio da praça da revolução imaginando no palco de cenas históricas.


Cuba é um país de gente feliz.

E eu fui mais feliz lá também.

DICAS

Troque o dinheiro no próprio aeroporto de Havana.

Em cuba não existe hostels e se quiser fugir dos altos preços dos hotéis vale a pena ficar nas Casas de Famílias que são conveniadas para receber turistas, as casas são simples mas arrumadas e é uma ótima oportunidade de conhecer melhor e de perto a realidade local.

Leia e estude antes de viajar para a Ilha, tem muita coisa interessante para saber e só se entende melhor o lugar sabendo o que ali já aconteceu.

Cuidado com os "Jineteros". Apesar de ter me sentido muito segura lá existem muitos locais que tentam lucrar em cima dos turistas aplicando golpes. Não compre nada para quem te pedir, não acompanhe se oferecerem te levar numa loja mais barata, ou algo do tipo.

Aproveite as estradas! A companhia de ônibus local é muito boa, apesar se ser simples tambem. Os ônibus são novos e as estradas tem vistas lindas!

Vá de cabeça aberta e coração ansioso.

Ninguém sai de Cuba o mesmo que entrou, ela te surpreende, te ensina e te renova. Isso sim é uma verdade revolução.


E você? Tem alguma história de viagem bacana pra contar? Então...


Compartilha, deixa a notícia viajar por aí, vai!


Write a comment

Comments: 2
  • #1

    Carlos Esuardo Brunini (Friday, 01 May 2015 12:35)

    Legal Lua. Curto e apoio. Vc é especial e suas dicas são maravilhosas. Bjs

  • #2

    Luciana Martha (Saturday, 02 May 2015 08:21)

    Orgulho em ver uma jovem com tamanha visão é competência. Parabéns pela matéria.