Irlanda - uma semana viajando de carro

Por Gabi França


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Essa viagem aconteceu no final de abril, começo de maio de 2015, o tempo estava começando a melhorar na Europa. Na volta da viagem da Tailândia, paramos na Irlanda antes de voltar para casa. Como tínhamos apenas uma semana, tivemos que escolher entre visitar o Sul ou o Norte do país, ficamos com o Sul. O interesse maior da viagem era ver as paisagens, dirigir por estradas lindas, e encantadoras. E parar nas duas principais cidades: Galway e Dublin. Então o roteiro ficou assim: Ring of Kerry com Skelling Michael - começando pela cidade de Killarney (C), depois passar pelo Cliffs of Moher e seguir para Galway (B) e por último e não menos importante Dublin (A). Tivemos que cortar muita coisa do roteiro por causa do tempo, me falaram muito bem sobre Connemara, que fica uma hora de Galway, é uma cidade rural, mas infelizmente não deu para ir. Apesar da chuva, que realmente é demais, a Irlanda é um país que merece ser explorado.

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Nosso roteiro foi todo de carro, e apesar de adorar dirigir, dirigir do lado “errado” não foi simples, ainda mais que algumas estradas são minúsculas, mão dupla, e com a velocidade permitida de 80km/h. Chegava a ser engraçado, porque aqui no Brasil a mesma estrada seria no máximo 50km/h, e era nessa velocidade que a gente andava. Realmente não me acostumei,  e fiquei de copilota histérica, porque toda hora achava que íamos bater no muro ao lado da pista, coitado do meu marido. Como chegamos a noite no aeroporto de Dublin, dormimos em um hotel ali pertinho com transporte gratuito - o Bewleys Hotel Dublin. No dia seguinte alugamos um carro pela rentalcars no aeroporto e partimos para Killarney, a primeira cidade que faz parte do famoso roteiro do Ring of Kerry. 

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Killarney fica a aproximadamente 290 quilômetros de Dublin. Almoçamos por lá, em um dos vários restaurantes na rua principal, demos uma voltinhas pelas lojinhas, na Irlanda tem várias lojas de produtos naturais e farmácias nesse estilo também, fiquei louca e queria entrar em todas, e continuamos o circuito.  Uma coisa é certa, se tivéssemos mais tempo ficaríamos um dia ou mais por lá, a cidade vale a pena, é linda, tem um Parque Nacional super legal e o centro de informação ao turista é excelente, com um estacionamento bem ao lado, prático para estacionar. Aproveitamos e paramos lá para saber os melhores pontos para parar e o que ver nas cidades que fazem parte do circuito, afinal são 179 km de montanhas que encontram o mar, castelo, vistas e muito mais. Se você procura conhecer uma Irlanda com paisagens bucólicas, ovelhas, lagos e pontes esse é o lugar. 

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Seguimos o circuito até nosso destino que era Portmagee, um pouco abaixo do ponto (E) no mapa. Essa cidade é bem pequena e pouco explorada, tem apenas uma rua, com uma lojinha, dois restaurantes ou melhor pubs e um mercadinho. E tudo fecha cedo, por conta disso fomos logo jantar no The Bridge Bar. O restaurante é bem tradicional e local, gostamos bastante. Nos hospedamos nessa casa amarela e fofa aí embaixo na foto, que ficava na beira do lago, nosso quarto era a janela a esquerda e o café da manhã era na janela da direita, delicioso e preparado com muito carinho pela dona da casa. O nome do b&b - The Waterfront.   

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Nos hospedamos nessa cidade porque queríamos muito fazer o passeio para o Skelling Michael, que é um mosteiro construído em 588, e desde 1996 é considerado Patrimônio Histórico da Humanidade, pela Unesco. Para fazer o passeio depende do tempo, e já tinha quase 15 dias que o barco não saía, mas logo na nossa vez conseguimos. O mar estava bastante agitado, fiquei um pouco enjoada, mas valeu super a pena, o cenário é lindo demais. Não estava permitido entrar na Ilha, mas chegamos bem pertinho com o barco. Depois do passeio, pegamos o carro e atravessamos a ponte até a Valentina Island, demos uma volta por lá e fomos almoçar em Caservihen, no QC´s Seafood, que além de restaurante é hospedagem também, as donas são super simpáticas, um bom lugar para ficar e comer. Tem uma sopa maravilhosa, um pão com caranguejo e fish and chips, tudo muito bom. As donas indicaram e deram o mapa para visitar o castelo Ballycarberys e a Igreja Daniel O´Connell que fica bem pertinho do restaurante. Voltamos para Portmagee por uma estrada linda e jantamos a noite no mesmo bar, afinal ainda faltava experimentar algumas cervejas do balcão. Para ter aproveitado melhor o circuito do Ring of Kerry, o ideal seria ficar apenas uma noite em Portamagee e dormir em outra parte do circuito na volta, mas como queríamos ir no Skelling Michael e dependia do tempo acabamos reservando duas noite no mesmo hotel, e como amamos a cidadezinha, nem tentamos cancelar.

 

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No dia seguinte acordamos cedo e fizemos a última parte que faltava do circuito já indo em direção ao Cliffs of Moher, foram 3 horas de viagem, com direito a travessia de carro dentro do barco. Esse lugar tem que ser visitado, é mágico, 200 m de altura e 8km de extensão, com certeza é uma das maiores atrações da Irlanda. Tem um centro de interpretação interativo contando toda a história do lugar e as espécies que vivem por lá.  Mesmo com o dia chuvoso, foi um dos lugares mais bonitos que já vi na minha vida.

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Depois de lá fomos direto para Galway, já chegamos a noite no hotel, fomos apenas em um pub na frente mesmo jantar, e fomos dormir, para aproveitar bem o dia seguinte. Afinal, ia ser o dia da caminhada. Tínhamos que estar preparados.

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Saímos do hotel beirando o rio, a cidade é bem pequena, o que possibilita fazer tudo a pé. São duas ruas principais: a Quay Street e a High Street. A Praça Eyre, acima na foto é a principal, e bem pertinho dela tem uma informação turística. Pegamos o mapa e fomos atrás das Igrejas, do Spanish Arch, e dos pubs é claro. Quando chegamos na Catedral estava acontecendo um casamento, amo casamentos, todo mundo chique de chapéu, foi lindo. Já estava batendo a fome e fomos almoçar no Brasserie On The Corner, comemos salmão com risoto de abóbora maravilhoso, tão maravilhoso que tem até foto dele aqui para vocês ficarem com água na boca. 

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Um dia para Galway é mais do que suficiente, vale a pena ficar mais se for visitar as cidades vizinhas. Pegamos a estrada para Dublin pela manhã, são 2h30 de viagem. Ficamos hospedados no Paramount Hotel, o hotel é bem simples, mas bem localizado, preço bom. Indico. Fica na região do Temple Bar. Deixamos a mala por lá e fomos devolver o carro. De lá pegamos um táxi e fomos direto para principal atração da cidade para os amantes da cerveja, a Guinness. Uma dica que vale é comprar o ingresso antes pelo site. Você fura a fila e o melhor não precisa decidir o dia nem o horário, você fica livre para decidir quando e que horas quer ir. Lá dentro tem um restaurante self service bem gostoso, almoçamos por lá e depois fizemos o tour completo. O que mais gostamos do tour foi o Academy, eles ensinam como tirar o perfeito Pint de Guiness, virando 45 graus, deixando descansar por um tempo e depois completando até a boca, mais ou menos assim. E você ainda ganha um certificado no final. No último andar tem um bar com uma vista 360 graus de Dublin mas fica lotado, mesmo assim vale passar por lá. 

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Depois de tanta cerveja, fomos andar um pouco, passamos pela Catedral da Santíssima Trindade para conhecer, e fomos até a Grafton Street, uma das ruas principais de Dublin, essa região é bem animada, paramos em um pub e depois fomos jantar no L´Gueuleton, restaurante francês maravilhoso. Voltamos andando para o hotel. Dublin é uma cidade fácil de se locomover a pé, as coisas são perto uma das outras.

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O que você não pode perder em Dublin: descansar no Saint Stephen's Green, depois de andar nas lojinhas da Grafton Street. Tomar chocolate quente na Butlers, são várias lojas espalhadas na cidade e tem o chocolate vendendo no aeroporto também, eu gostei tanto que trouxe para o Brasil uma caixa. Passar a mão no peito da Moly Molone, super conhecida na Irlanda, é só perguntar para qualquer um que te contam a historia dela, mas no fundo ninguém sabe se a tal vendedora de moluscos e mexilhões vivos existiu ou não, mas que ela é famosa isso eu não tenho dúvidas.  Comer um hambúrguer no Jo Burger e fazer umas comprinhas na Primark, afinal é tão barato que vale a pena, enquanto isso você deixa seu marido, namorado ou quem estiver com você em algum pub, ele vai  esquecer da hora.

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E por fim e não menos importante, afinal a Irlanda é o país dos pubs, tem que ir no Temple Bar, região com vários pubs, shows na rua, lojinhas e restaurantes e ir no pub mais famoso que tem o nome da região. Não tivemos um roteiro bem definido em Dublin, mas amamos a cidade, as pessoas, tudo, e até a chuva.

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Info

- Brasileiros não necessitam de visto para períodos até três meses, acima disso é necessário obtê-lo.

 

- Passaporte válido no mínimo 3 meses a contar da data do desembarque (retorno á origem).

 

- Seguro viagem: obrigatório com valor mínimo de € 30.000 para garantir assistência médica por doença ou acidente.

 

- Moeda: Euro

 

- Idioma: Irlandês. Mas com inglês é fácil se comunicar. 

 

- Fuso horário: 

No horário de verão brasileiro (de outubro a fevereiro) a diferença é de 2 horas a mais na Irlanda

No restante do ano a diferença é de 5 horas a mais na Irlanda



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Dá uma olhadinha aqui ó:

Viagens de carro do Rio de Janeiro - Visconde de Mauá

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Uruguai - Carmelo e Colonia del Sacramento em clima de lua de mel

Inhotim - Grande surpresa mineira


Comments: 2 (Discussion closed)
  • #1

    Adriana (Friday, 25 November 2016 09:46)

    Oi, Gabi.
    Vou para a Irlanda em alguns meses e estou planejando alugar um carro. Você teria informações sobre a gasolina? Como funciona, é em conta?

    Obrigada!

  • #2

    Ezequiel Stamper (Thursday, 02 February 2017 09:57)


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